Copy
Clique aqui se não estiver visualizando este e-mail.
MAIO - EDIÇÃO 95

ECONOMIA COLABORATIVA

A economia colaborativa, dinamizada de forma inédita pelo advento da internet, vem transgredir ao menos três premissas centrais do capitalismo industrial, ao trabalhar com a fartura e a ociosidade em vez da escassez,  ao suplantar a posse de bens e ao superar a ideia de que o homem não passa de um ser competitivo.

Com isso, além da busca de eficiência, vemos um resgate das relações interpessoais de troca, apoio e cooperação que antigamente se viam em nível comunitário, mas que se perderam conforme a população cresceu e o mundo tornou-se mais complexo. Tal herança é recuperada pela era digital, que de certo modo reaproximou as pessoas da aldeia global e criou mecanismos capazes de gerir a reputação e a credibilidade. Tudo isso de forma autorregulada, sem instituições ou instâncias hierárquicas de poder.

Se essa novidade vai resistir e se tornar dominante ainda não se sabe, até porque talvez estejamos no meio da transição. Há quem preveja uma mudança de paradigma acontecendo em até 50 anos, como o economista e escritor americano Jeremy Rifkin. Claro que esse movimento tem imperfeições e contradições, mas é um sopro de inovação que vem colorir estes tempos soturnos de crise econômica, social e ambiental, dando sinais de que a inflexão é possível.

Boa leitura!

 

 

Leia nesta edição


A FURADEIRA OU O FURO?
Ao suplantar premissas como a posse de bens e a competição, a economia colaborativa abre um universo novo, vasto e contraditório
ECONOMIA VERDE
Com a aproximação entre academia, agências de fomento e parceiros, as descobertas financiadas pelo contribuinte podem ultrapassar os muros das universidades e retornar para a sociedade
ENTREVISTA
"A matéria é escassa, mas a capacidade de transformação é infinita", diz Camila Haddad, fundadora da plataforma Cinese de aprendizagem e um dos expoentes da nova geração que pensa e age de forma colaborativa
TECNOLOGIA
De que forma o novo aparato tecnológico e organizado em rede impulsiona o ecossistema econômico fundamentado nas noções de colaboração e de compartilhamento
TENDÊNCIAS
A virada do capitalismo industrial para uma economia predominantemente colaborativa ainda deve demorar, mas previsões como a do americano Jeremy Rifkin indicam ser inevitável

E MAIS

Crianças e adolescentes na Amazônia
Apesar de os indicadores sociais deste grupo terem melhorado na média nacional, a situação é gravíssima na Região Norte, exigindo atenção do Estado e de empresas 
Monopoly e Frescobol
Perscrutando qualquer sistema social e econômico, o que encontramos é a convivência de formas de competição e colaboração, concorrência e cooperação 
Água a qualquer custo
Rio protegido por reserva ecológica está na mira das obras para o abastecimento de São Paulo, sem estudo de impacto ambiental 
Colaboração na economia de mercado
Na “evolução” do comércio tradicional, é possível consumir e compartilhar recursos sem perder as liberdades individuais nem sacrificar o estilo de vida 
 
ACESSE AQUI A REVISTA NA ÍNTEGRA
www.fgv.br/ces/pagina22