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MNA Digital: Boletim n.º 67
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Atividades no MNA
Abertura ao Público do Museu Nacional de Arqueologia
no Mosteiro dos Jerónimos, 
22 de Abril de 1906
 
O Museu Nacional de Arqueologia encontra-se temporariamente encerrado ao público, desde o dia 14 de março, devido à pandemia Coronavirus (COVID-19).
 
De qualquer forma, a equipa do MNA não deixou de trabalhar e, portanto, divulgamos o Boletim Digital Abril de 2020, assinalando a abertura do Museu ao público, no Mosteiro dos Jerónimos, em 22 de Abril de 1906.

Criado por Decreto Régio em 1893, sob a designação de “Museu Etnográfico Português", teve como seu fundador e primeiro director José Leite de Vasconcellos.
O Museu, dedicado ao conhecimento das origens e tradições do povo português, foi apoiado por Bernardino Machado, à época Ministro das Obras Públicas, Comércio e Indústria, e mais tarde Presidente da República, em duas ocasiões figura cimeira da política e da cultura portuguesa, que o acompanhará toda a vida.
Em 1895, é lançanda a revista “O Acheologo Português”.
O Museu, que ocupou inicialmente as instalações da Academia das Ciências de Lisboa, até 1903, mudou-se para a ala ocidental do edifício do Mosteiro dos Jerónimos, onde se mantém até hoje, abrindo ao público em 1906.
O projecto da constituição de uma coleção de apontamentos sobre as religiões primitivas de Portugal nascera ainda na Biblioteca de Lisboa, onde era conservador, e quando lecionava Numismática, na escola de bibliotecários e arquivistas.
No Entrudo de 1890 José Leite de Vasconcelos deslocou-se a S. Miguel da Mota e obteve do dono da herdade, Sr. Manuel Inácio Belo, autorização para iniciar os trabalhos arqueológicos. Nessa altura recolheu algumas peças, que trouxe para a Bilblioteca de Lisboa. Verificou, no entanto, que era necessário proceder à desmontagem integral da ermida de S. Miguel da Mota, já parcialmente arruinada, para se poder recolher as melhores peças. Obteve autorização do Ministro do Reino para proceder à exploração arqueológica que se iniciou ainda no decurso desse ano.
Quando abre ao público, o Museu já se designa Museu Etnológico.
E se, no programa inicial de 1893-1894, se haviam consagrado apenas duas secções – a Arqueológica e a Moderna – uma terceira é muito precocemente acrescentada – a de Antropologia Física, talvez por influência directa de Bernardino Machado, introdutor na Universidade de Coimbra, anos antes (1885), do ensino dos estudos de Antropologia Física.
O acervo do Museu reúne as colecções iniciais do fundador e de Estácio da Veiga. A estas somaram-se numerosas outras de trabalhos arqueológicos realizados sob tutela do Museu, bem como doações ou legados, a exemplo de Bustorff Silva, Luís Bramão, Samuel Levy.
Foram ainda feitas incorporações a partir de outros departamentos do Estado, como as colecções de arqueologia da antiga Casa Real Portuguesa, após a implantação da República; colecções de arqueologia do antigo Museu de Belas Artes, quando se criou o actual Museu Nacional de Arte Antiga, entre outros.

 
Para ver no MNA
Exposições permanentes
Tesouros da Arqueologia Portuguesa
 
Coleção de ourivesaria arcaica constituída por cerca de 1.500 peças, fruto de aquisições e recolhas avulsas, das quais 600 se encontram expostas. Da coleção de joalharia antiga destaca-se um conjunto de ourivesaria Pré e Proto-histórica, um dos mais importantes em toda a Europa. Este conjunto contribui decisivamente para que o MNA seja o museu nacional com o maior número de bens classificados como "Bens de Interesse Nacional" (Tesouros Nacionais).
Antiguidades Egípcias
 
Coleção constituída por 586 peças das quais 309 se encontram expostas. O acervo é a mais numerosa colecção em Portugal e foi reunido por José Leite de Vasconcelos e pela família real, tendo sido também significativas as doações da família Palmela, Bustorff Silva e Barros e Sá. As peças expostas encontram-se distribuídas de acordo com um critério temático-cronológico desde a Pré-História à Época Copta, abrangendo um período de mais de 5.000 anos de História.
Exposições temporárias
Identidade e Cultura.
Património Arqueológico de Sharjah (EAU) 


A exposição "Identidade e Cultura. Património Arqueológico de Sharjah (EAU)" dá a conhecer a ocupação humana numa parte da Península Arábica - o território de Sharjah -, desde a Pré-História à contemporaneidade.
Numa organização da Direcção-Geral do Património Cultural/Museu Nacional de Arqueologia e da Autoridade Arqueológica de Sharjah, dos Emirados Árabes Unidos (EAU), a exposição estará aberta ao público, em Lisboa, até ao final de 2020.
O conjunto de bens culturais expostos, num total de cerca de 170, integra os cedidos por Sharjah, e outros, propriedade de relevantes instituições culturais portuguesas, tais como: Direção-Geral do Património Cultural, Arquivo Nacional/Torre do Tombo, Biblioteca do Forte de São Julião da Barra/Ministério da Defesa Nacional; Academia Militar/Exército Português, Sociedade de Geografia de Lisboa, Academia de Ciências de Lisboa, bem como dos colecionadores Mário Roque e Mário Varela Gomes.





 
Religiões da Lusitânia. 
Loquuntur Saxa

 
Retomando um tema e uma perspetiva de estudo muito cara a José Leite de Vasconcelos, apresenta-se esta exposição que convida a conhecer duas tradições religiosas, Hispania Aeterna e Roma Aeterna, que se mesclam por força da Pax Romana, e que foram estudadas de forma exaustiva pelo eminente investigador e fundador do museu, dando origem a uma importante obra cientifica e literária comemorada nesta mostra expositiva.
Cornellius Bocchus.
Um Lusitano Universal


No âmbito da programação "Mostra Espanha 2019", o Museu Nacional de Arqueologia organizou com o Centro de Arqueologia de Lisboa da Câmara Municipal de Lisboa, o Museo Nacional de Arte Romano e o Consórcio Ciudad Monumental de Mérida, esta exposição, visando conhecer melhor o legado romano.
Nela estão em destaque uma inscrição proveniente de Lisboa e a inscrição de Bocchus de Mérida.
Lucius Cornelius Bocchus é um cidadão romano nascido na Lusitânia, pertencente a uma família muito representada na epigrafia de Salacia (Alcácer do Sal), aceitando-se que aquela ali se tenha fixado no final da República / início do Império. Foi homenageado em várias cidades. Algumas inscrições, identificadas em centros urbanos na antiga província da Lusitânia romana e mesmo em outros pontos do Império, apresentam idêntico apelido Bocchus, mas nomeiam diferentes ascendentes paternos, referindo-se, pois, a mais do que um indivíduo.
Tributo às Gravuras do Côa

O Museu Nacional de Arqueologia, em colaboração com a Fundação Côa Parque, inaugurou a 30 de Janeiro a exposição “Tributo às Gravuras do Vale do Rio Côa” .
Esta exposição é composta por obras de artistas portugueses, nomeadamente Mário Cesariny, Graça Morais, Rui Chafes, Rui Sanches, José Pedro Croft, Manuel Zimbro, Lourdes Castro, Ângelo de Sousa, Ilda David, Pedro Proença, Pedro Calapez, entre outros, que se associaram ao movimento social que, em meados dos anos 90 do século XX, impediu a construção de uma barragem no Rio Côa que implicaria a destruição deste património.
A exposição é acompanhada por um catálogo organizado por Ana Pessoa Mesquita com textos de Pedro Proença e de Duarte Belo, também autor das fotografias.
A mostra que agora está patente no MNA foi organizada pela primeira vez pela editora Assírio & Alvim, em 1995, tendo sido inaugurada a 5 de Maio, sob o título «Artistas por Foz Côa».

 
Peça convidada: A Mão do Imperador

Escultura Romana Monumental em Bronze da Antiga Lucentum. Museo Arqueologico Provincial de Alicante


O fragmento foi encontrado em 2005, em escavações arqueológicas em Tossal de Manises (Alicante, Espanha), na área onde se localizava o portão nordeste do forum da antiga cidade romana de Lucentum.
Corresponde à mão esquerda de uma grande escultura em bronze com cerca de 2,20m, representando um personagem com trajes militares, quase certamente um imperador.
A mão segura uma espada, de que se conserva a guarda e o punho com os pomos decorados com uma águia bicéfala (duas cabeças) que olham em direções opostas.
Esta figura era desconhecida na iconografia latina, o que a torna única e sem paralelos no Império Romano.
No dedo anelar é visível um anel onde está gravado um lituus, o bastão dos sacerdotes  aúgures.
Dada a elevada qualidade artística da escultura, supõe-se que foi produzida no século I d.C., exposta num pedestal na praça do forum, ou no interior de algum edifício público civil (como o senado) ou religioso (templo, basílica, etc).
Encontrada num contexto do III d.C., momento de abandono da área, a estátua foi muito provavelmente destruída para se aproveitar o metal.

Fotografia: Arlindo Homem 
 
Taça de Tróia em exposição no MNA
 
Tem estado temporariamente exposta ao público no MNA, após o que regressará, em data ainda a definir, ao Museu-Biblioteca da Fundação da Casa de Bragança, a denominada Taça de Tróia, descoberta em 1814, naquele importante sítio com ocupação romana.

A peça foi apresentada ao público no dia 13 de dezembro de 2018,  no Museu Nacional de Arqueologia, na sequência da visita do Presidente da República e da Ministra da Cultura por ocasião da celebração do 125º aniversário do Museu.  Na ocasião  foram apresentados os estudos da investigação arquivística e  química efectuados, na sequência da  reidentificação da taça nas coleções da Fundação da Casa de Bragança. Foi a investigação científica realizada por Maria Teresa Caetano Aqui.  que possibilitou a reconstituição da história deste objeto, após a sua descoberta em Tróia e a sua integração na coleção de D. Fernando II.

Relembramos que a história desta taça e o seu feliz reencontro foi alvo de um artigo na National Geographic.​



Desenhos  (adap.) a partir dos publicados pelo Padre Gama Xaro in “Annaes da Sociedade Archeologica  Lusitana”, Imprensa Nacional,  n º 1 ,1850, Lisboa.​ Aqui
 
Exposições Virtuais
 Exposições Virtuais do MNA disponíveis no Google Arts & Culture
 
O MNA é um dos 22 museus, palácios e monumentos da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) que integra o projeto "Portugal: Arte e Património", apresentado no dia 15 de janeiro de 2019, no Museu Nacional dos Coches. Aqui 

Resultado de uma parceria entre o Google Arts & Culture e a DGPC, no âmbito do projeto Simplex+, o MNA disponibiliza, digitalmente naquela plataforma, bens culturais pertencentes ao seu acervo e exposições virtuais.

Pode agora ficar a conhecer um pouco melhor as coleções do MNA e visitar virtualmente algumas das exposições que propomos aqui.


No final do mês de Março de 2019, foi disponibilizada mais uma exposição dedicada ao «Naufrágio do San Pedro de Alcantara1786» e, em Dezembro, a exposição sobre «O Mosaico das Musas». Aqui

Muito em breve será apresentada a exposição virtual «Lisbon Mummy Project».
Biblioteca



A biblioteca do Museu Nacional de Arqueologia é uma das mais importantes e mais antigas bibliotecas portuguesas (instituída pelo decreto de 24 de dezembro de 1901) especializadas em Arqueologia, possuindo igualmente um acervo significativo na área da Etnografia e da Museologia.

Conta com cerca de 23.000 monografias e 1800 títulos de publicações periódicas e uma mapoteca constituída por 1500 cartas geológicas, topográficas e diversas. 

Possui ainda coleções especiais com cerca de 2000 manuscritos, 5 incunábulos, e mais de 2000 livros antigos, 917 folhetos de literatura de cordel, cerca de 3900 registos de santos e ainda gravuras diversas. A maior parte destas coleções especiais encontra-se já catalogada e disponível na base de dados on-line.
 

Arquivo Histórico Digital

A digitalização do Arquivo Histórico do Museu Nacional de Arqueologia é uma prioridade desta Instituição. Pese ser ainda reduzida a documentação histórica digitalizada, está parcialmente disponibilizado ao público o epistolário de José Leite de Vasconcelos, o que tem maior procura por parte dos investigadores e público em geral, no Site do Museu, que pode ser consultado. Aqui .

O MNA encontra-se a trabalhar, em diálogo com a comunidade científica, no sentido de serem  disponibilizados novos núcleos documentais.

O Arquivo Histórico do Museu Nacional de Arqueologia contempla vários fundos documentais, como os arquivos pessoais dos primeiros diretores que incluem a sua correspondência e manuscritos pessoais relacionados com a sua atividade profissional. O de José Leite de Vasconcelos, de Manuel Heleno, de Sebastião Estácio da Veiga, e de antigos funcionários, para além do arquivo do Instituto Português de Arqueologia História e Etnografia, bem como algumas doações.

 

Serviço Educativo e de Extensão Cultural


O Serviço Educativo e de Extensão Cultural o Museu acolhe e promove um conjunto de atividades educativas, a exemplo de visitas orientadas e temáticas, no âmbito das exposições permanentes e temporárias. Promove outras ações de índole formativa como ateliês pedagógico-didáticos para públicos escolares e não escolares, e participa em múltiplos eventos de divulgação das atividades do Museu.
 
Pode contactar o serviço através do endereço de e-mail malbuquerque@mnarqueologia.dgpc.pt.


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Loja


A loja do Museu Nacional de Arqueologia disponibiliza uma variada gama de produtos que obedecem aos mais elevados padrões de qualidade. 
Aqui poderá encontrar também um vasto conjunto de edições, designadamente o «Arqueólogo Português» e catálogos das exposições do MNA.



 
O Site do MNA e as Redes Sociais
O Museu Nacional de Arqueologia encontra-se representado  em outras redes sociais. Pode visitar-nos aqui:

Página do Site do MNA Aqui




Página do MNA no Facebook Aqui
Extramuros

Exposição “Lugares Encantados, Espaços de Património / Enchanted Places, Heritage Spaces”.
Museu Nacional de Etnologia, 31 janeiro a 4 outubro 2020

 

O Museu Nacional de Etnologia, em Lisboa, inaugurou no dia 30 de janeiro a exposição “Lugares Encantados, Espaços de Património / Enchanted Places, Heritage Spaces”.
Para esta exposição o Museu Nacional de Arqueologia cedeu seis fragmentos de talhas islâmicas provenientes de Mértola e três documentos.  A exposição estará patente ao público  de 31 de janeiro a 4 de outubro de 2020.

A Exposição é realizada no âmbito do Projecto HERILIGION (“The heritagization of religion and the sacralization of heritage in contemporary Europe” - HERA.15.033), financiado pela União Europeia, através da Fundação para a Ciência e Tecnologia e é o culminar da pesquisa desenvolvida em Portugal, entre 2015 e 2019.
 
Resultando de um consórcio constituído por cinco países (Dinamarca, Holanda, Polónia, Portugal e Reino Unido), este Projeto de investigação foi desenvolvido em locais religiosos e patrimoniais desses mesmos países, e teve como objetivo compreender as consequências da patrimonialização de sítios, objetos e práticas religiosas.
 
Em Portugal o projeto incidiu sobre quatro estudos de caso – Fátima, Lisboa (Mouraria), Mértola e Sintra –, tendo a pesquisa antropológica sido assegurada por uma equipa de investigadores e bolseiros de investigação pertencentes ao Centro de Estudos Comparatistas (CEC) da FLUL e ao Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA).

Exposição temporária "Ad Aeternitatem - os espólios funerários de Ammaia a partir da coleção Maçãs do Museu Nacional de Arqueologia" no Museu Cidade de Ammaia.
 
Foi prolongada a exposição temporária "Ad aeternitatem - os espólios funerários de Ammaia a partir da coleção Maçãs do Museu Nacional de Arqueologia", no Museu Cidade de Ammaia em São Salvador da Aramenha (Marvão), estando patente ao público até 29 de junho de 2020.
Relembramos que esta exposição conta com um número significativo de peças das coleções do MNA, resultado das recolhas de António Maçãs e outras personalidades locais que se relacionaram com José Leite de Vasconcelos, bem como da doação de Delmira Maçãs ao MNA.


 

 

Cornalina alaranjada com representação de Ceres - Fides Publica
Séculos II d.C. - III d.C. 
MNA Nº Inv. AU 1208
Ammaia, São Salvador da Aramenha


 
Inauguração da Exposição Itinerante "Baçal Segundo o seu Abade»



O Museu do Abade de Baçal, em colaboração com o Museu da Terra de Miranda, inaugurou em 9 de novembro a exposição  itinerante “Baçal segundo o seu Abade”.
Para esta exposição o Museu Nacional de Arqueologia cedeu 6 bens culturais, 3 documentos e 3 fotografias do Arquivo Pessoal Leite de Vasconcelos.
Esta exposição documental, comissariada por João Carlos Garcia, retrata a passagem de Orlando Ribeiro por Bragança, os seus contactos científicos com Francisco Manuel Alves, abade de Baçal, e as suas relações com José Leite de Vasconcelos. 
A exposição “Baçal segundo o seu Abade” estará patente ao público no Museu do Abade de Baçal, em Bragança, entre 9 de novembro de 2019 e 26 de janeiro de 2020, seguindo depois para Miranda do Douro para o Museu da Terra de Miranda, entre 7 de fevereiro e 30 de abril de 2020.
Exposição “Francisco de Holanda em Évora. Nascimento de um artista humanista. 1534-1537/ 1544-1545”
Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, 28 de Dezembro 2019
 
O Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, em Évora, inaugurou em 28 de Dezembro a exposição “Francisco de Holanda em Évora. Nascimento de um artista humanista. 1534-1537/ 1544-1545”.
Para esta exposição o Museu Nacional de Arqueologia cedeu 33 fragmentos iluminados, em pergaminho, com letras capitulares, de Francisco de Holanda.

 
Galicia, un relato en el mundo
15 de novembro de 2019 a 12 de abril de 2020
Museo Centro Gaiás (Cidade da Cultura en Santiago de Compostela) 


Exposición "Galicia, un relato en el mundo"

O Museu Nacional de Arqueologia cedeu para a exposição Galicia, un relato en el mundo a estátua de guerreiro galaico de Outeiro, Castro de Lezenho, Vila Real.


Fotografia a partir de aqui

Esta exposição, agora encerrada, foi patrocinada pela Xunta de Galicia, no contexto da "Cidade Da Cultura" e foi comissariada por Manuel Gago Mariño. 
Aqui


 
Estátua de guerreiro galaico-lusitano
MNA Nº Inv. E 3398
Outeiro, Castro de Lezenho, Vila Real.
Fotografia: José Pessoa. DDF/DGPC

Figurando um guerreiro em posição hierática, apresenta os atributos de cariz indígena: pequeno escudo redondo e plano com "omphalos" central "caetra"; punhal triangular ou espada curta com pomo discoidal; "viria" de dois toros no braço direito; torques com aro aberto espessado nos terminais; "sagum" com decote em ângulo e manga curta, cingido por cinturão. A cabeça é proporcionada, exibindo um cabelo curto que deixa livres as orelhas, barba e bigode. (MNA/J. Cardim Ribeiro, 2020, "Religiões da Lusitânia: "Loquuntur Saxa". MNA p. 375 ).
Aqui
 


"Idolos Oculados. Miradas Milenarias"
Museo Arqueologico Provincial de Alicante.
29 de janeiro a 17 de maio


O Museo Arqueologico Provincial de Alicante inaugurou a 29 de Janeiro uma exposição, comissariada por Jorge A. Soler Díaz e Primitiva Bueno Ramírez, em parceria com o Museu Arqueológico Regional da Comunidade de Madrid, sobre "Idolos Oculados. Miradas Milenarias".
Para essa mostra o Museu Nacional de Arqueologia cedeu 37 importantes bens culturais da sua colecção, como diversos ídolos, placas de xisto e vasos cerâmicos, sendo oito classificados como Bens de Interesse Nacional, ou “Tesouros Nacionais”, alguns dos quais mereceram particular destaque, a exemplo das placas de xisto antropomótficas, designadamente a proveniente de Mértola (MNA N.º de Inventário: 2006.370.1), e o ídolo oculado proveniente de Moncarapacho (MNA N.º de Inventário: 8594).

 




Ao abrigo desta colaboração entre as duas instituições, foi cedido temporariamente ao Museu Nacional de Arqueologia um fragmento de uma estátua monumental em bronze da cidade romana de Lucentum, representando a mão de um imperador que segura uma espada com o punho rematado por uma águia bicéfala.
Aconteceu no MNA
 
O Museu aos Olhos das Mulheres
8 de Março, 11h, MNA





Visita temática às exposições «Religiões da Lusitânia» e «Sala dos Tesouros da Arqueologia Portuguesa»
Visita ao Laboratório de Conservação e Restauro

O Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras de Lisboa juntou-se a nós nesta iniciativa.


 
 
Notícias em destaque


Base de dados de museus comunitários
EU-LAC- Museums - Museus e Comunidade

O MNA, enquanto parceiro português do projecto EU-LAC- Museums - Museus e Comunidade: Conceitos, Experiências e Sustentabilidade na Europa, América Latina e Caraíbas, tem vindo a desenvolver uma base de dados de museus comunitários acessível a todos.
Atualmente conta com 101 registos de museus espalhados pelo mundo com principal destaque para os da região Europeia, das Caraíbas e da América do Sul.
Este instrumento de trabalho está disponível para consulta . Aqui

Desta forma a equipa do MNA/DGPC, que é responsável pela área de tecnologia e inovação para integração bi-regional e pela área da comunicação e disseminação, irá apresentar em abril, nos dia 23 e 24, das 15h às 19h, na última Assembleia Geral, em videoconferência, os resultados finais do projecto EU-LAC nestas áreas.

Recorde-se que este projecto teve inicio no ano de 2016 e é constituído por um consórcio internacional, coordenado pela Universidade de St. Andrews na Escócia e tem como parceiros a Direcção Geral do Património Cultural / Museu Nacional de Arqueologia em Portugal; Universidade de Valência em Espanha; a Universidade de West Indies em Jamaica, Barbados, Trinidad e Tobago; a Universidade Austral do Chile; A Universidade Pontifícia Católica do Perú; O Museu Nacional da Costa Rica e o ICOM (Conselho Internacional de Museus).
Convidamos a conhecer o novo vídeo promocional do projecto EU-LAC Aqui.

Publicação em destaque

"Memórias de Medicina. Antropologia da Doença - Ex-Votos"

A obra "Memórias de Medicinas de Ontem. Antropologia da doença - Ex-votos" de João Alberto Baptista Patrício, cirurgião e professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, dedica-se à práticas de magia e de superstição, aceitando-se “que muito desse mundo que vem de todos os tempos ainda coabita com a modernidade”.
Provam-no, afirma o autor, “as propagandas veiculadas pela imprensa, rádio e televisão e que exploram o relacionamento intrínseco do homem com o sobrenatural e o induzem a procurar respostas em bruxos, cartomantes, adivinhos, videntes, astrólogos” – um todo que cria interesse antropológico pela medicina contida nos ex-votos e faz deles um “campo de investigação cativante que permite acompanhar as passadas do caminho que antecederam a modernidade médica”. Nela publicam-se ex-votos da coleção do MNA, que contempla 43 exemplares.

A obra encontra-se à venda na loja do MNA.
Preço: € 55,00


 
 
Um ex-voto da coleção do MNA

A colecção de ex-votos do MNA, como diversos autores têm sublinhado, é uma das mais numerosas e significativas existentes em Portugal.

Fruto do olhar, multidirecional e sempre atento, de José Leite Vasconcelos, que o adquiriu, remete à relação direta entre a crença e a medicina. Este ex-voto deu entrada no Museu Nacional de Arqueologia em abril de 1910, segundo o Livro de Tombo do Museu.

Este ex-voto, datado de 1792, mostra uma figura feminina enferma deitada numa cama de cabeceira familiar ao estilo do século XVIII. A seu lado está um físico “vestido ao gosto da época, de cabeleira, gola e punhos de renda, sentando-se em cadeira de côr escarlate e ouro, de alto espaldar. Êle toma o pulso à enfêrma, toucada de renda..”, segundo descrição de Luís Chaves.

Nesta pintura a óleo sobre tela pode ainda observar-se no lado direito a evocação feita a Nossa Senhora do Carmo. Segundo a descrição de Luís Chaves “À direita, aparece em visão aureolada, a poisar os pés em maciços de nuvens, Nossa Senhora do Carmo, com o menino Jesus, e com escapulários."

A palavra escapulário, vem do latim, escapula, que significa armadura, proteção. O escapulário é uma forma de devoção. O uso do escapulário é um sinal de confiança em Nossa Senhora do Carmo. A pessoa que o usa, é coberta com a proteção e as graças da Virgem do Carmo.

Trata-se de um ex-voto da coleção etnográfica do Museu Nacional de Arqueologia com o registo ETNO 2157.

Fontes:

ARAÚJO, Benedita (1997) - Superstições populares portuguesas. Lisboa: Edições Colibri.

CHAVES, Luís (1914) - " A colecção de «milagres» do Museu Etnológico Português", in O Arqueólogo Português, vol. XIX. Lisboa: Imprensa Nacional, p. 173 ; nº 23.

 
 
Peça em destaque

A peça que escolhemos este mês trata-se de uma ara dedicada a Endovélico, divindade que, para muitos autores, tem características curativas.
Foi recolhida em 1890 por José Leite de Vasconcelos que se deslocou a S. Miguel da Mota, onde recolheu algumas peças, que trouxe para a Bilblioteca de Lisboa, onde, à data, era conservador.
Retomou os trabalhos arqueológicos no local ainda durante esse mesmo ano, tendo trazido cerca de 200 monumentos com inscrições, um conjunto escultórico notável e também algum espólio cerâmico e moedas da Antiguidade Tardia, que se depositaram na Biblioteca Nacional e foram, posteriormente, transferidas para o Museu em Belém.
Trata-se do início da sua actividade arqueológica e, no local, foram feitas mais intervenções em  1904 e 1907.
«Entre os deuses da Lusitânia é Endovélico o de que restam mais monumentos, e também aquele a respeito de quem mais se tem escrito. A história do deus é excepcionalmente importante» (Leite de Vasconcelos, 1905, p. 111)

Tentando a aproximação à importância do Santuário de Esculápio, uma divindade indígena,  referenciada pelo menos já desde o séc. XVI, (Fabião, Guerra, Schattner, 2013) há várias hipóteses de interpretação. José Leite de Vasconcelos assumia que se tratava de uma divindade "curandeira", assimilável a Asclépio, Esculápio entre os Romanos, e deus da Medicina. Essa hipótese era justificada pela epigrafia, bem como pela existência de uma escultura representando um doente (Vasconcelos 1905: 128). Por sua vez Scarlat Lambrino, tendo em mente o culto de Asclépio-Esculápio põe em causa a  possibilidade de existirem no terrotório duas divindades associadas à Medicina tão expressivas (Lambrino 1951 a: 116-117).
Uma segunda hipótese, também consolidada na epigrafia leva a crer que o santuário estava associado a um oráculo, onde sacerdotes interpretavam os sonhos (Vasconcelos 1905: 142 e 144; Guerra 1994: 144-145).
A terceira hipótese é que Endovélico seria uma divindade tópica, protetora da região, localizada no outeiro mais alto da área (Vasconcelos 1905: 125-126).
Finalmente, uma quarta hipótese, histórico-linguística, já arvorada por José Leite de Vasconcelos e desenvolvida por Tovar e posteriormente apoiada por Scarlat Lambrino (Lambrino 1951a: 125) e José de Encarnação (Encarnação 1975: 185), admite que se trata de uma divindade  carácter infernal, talvez condutor de almas (Guerra 1994: 144-145). 
A localização deste santuário, correspondendo ao centro de um triângulo entre as três maiores cidades da região: Augusta Emerita, Ebora e Pax Iulia e a sua implantação numa elevação de onde se tem grande controlo da paisagem, próximo do rio Lucefecit, um afluente do rio Guadiana, permitem sublinhar a centralidade do mesmo (Gonçalves 2014: 78).
A quantidade de vestígios encontrados, como as esculturas bem como as epígrafes dedicadas a Endovélico, em pedestais fazem apontar para um lugar de peregrinação e de promessas, onde seriam depositados ex-votos, alguns deles em materiais perecíveis e outros em mármore (Gonçalves 2014: 78).
Sabe-se que, no século III d.C., o culto de Esculápio, divindade com características salutíferas, ainda era expressivo como atesta a quantidade de epígrafes (Gonçalves 2014: 78). Para o século IV d.C., os vestígios são mais escassos (Fabião, Guerra, Schattner, Almeida 2003).

Ara consagrada a Endovellicus, por Marcus L. Nigellius
Século II d.C. 
Nº Inv. 988.3.4
São Miguel da Mota. Terena. Alandroal

Aqui

Ara consagrada a Endovellicus, por Marcus L. Nigellius,  apresentando, em cada uma das faces laterais, um génio alado em baixo relevo, de pé sobre um pedestal,com uma tocha acesa (J. d'Encarnação, 1985 e J. Cardim Robeiro, 2002, p. 389).
Trata-se do cumprimento de um voto feito pela saúde de uma mulher, revelando o cariz intrinsecamente salutífero da divindade".(J.C.Ribeiro, 2020, p. 389)
M(arcus) . L(icinius?) . NI / GELLIO / DEO ENDO/ VELLICO / SACRVM PR[O] / SALVTEM / L(icinae) MARCIAN[(a)E] / FILIAE SV(a)E / V(otum) . A(nimo) . L(ibens) . S(olvit) // Marcus Licinius (?) Nigellius - consagrado ao deus Endovellicus - pela saúde de Licinia (?) Marciana, sua filha, o voto de bom grado cumpriu. (Leitura de J.C.Ribeiro)»

Fabião, C.; Guerra, A.; Schattner, T.; Almeida, R. (2003). “Novas investigações no Santuário de Endovélico (S. Miguel da Mota, Alandroal): a campanha de 2002”. In Revista Portuguesa de Arqueologia 6. Lisboa, pp. 415-479.
Fabião, C.; Guerra, A.; Schattner, T. (2013) "A Investigação em torno do Santuário de S, Muguel da Mota: o ponto de situação". Cadernos do Endovélico, n.º 1, Edições Colibri/Centro de Estudos do Endovélico, Lisboa, , pp. 65-98.
Aqui
Encarnação, J. d’ (1975). Divindades indígenas sob o domínio romano em Portugal: subsídios para o seu estudo. Lisboa. Encarnação, J. d’ (1984). Inscrições romanas do Conventus Pacensis: subsídios para o estudo da romanização. Coimbra.
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Direção: António Carvalho
Coordenação: Filomena Barata
Edição: Ana Teresa Rodrigues; Carlos Diniz; Mário Antas Textos: Equipa técnica do MNA
Imagens: Equipa técnica do MNA; Arquivo de Documentação Fotográfica / Direção-Geral do Património Cultural (ADF/DGPC), Google Arts & Culture, Isabel Zarazúa
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