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MNA Digital: Boletim n.º 62
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 Atividades no MNA
Teatro no MNA - A Grande Viagem de Magalhães 

Entre Setembro de 2019 e Setembro de 2021 assinalam-se os 500 anos da Viagem de Circum-Navegação do grande Português, Fernão Magalhães.

Segundo vários historiadores, esta foi a maior aventura da História da Humanidade, repleta de encontros e descobertas que contribuíram para um enorme desenvolvimento global – o início da Globalização.

A Grande Viagem de Magalhães é o mais recente espectáculo encenado por Vasco Letria que visa marcar esse V Centenário da Viagem de Circum-Navegação de Fernão Magalhães. A estreia ocorreuo dia 24 de Outubro pelas 14h30, no Salão Nobre do Museu Nacional de Arqueologia.  Este espectáculo tem a chancela Foco Lunar.





 
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A Geologia na História de Lisboa - Conferência


Irá ocorrer uma palestra promovida pelo GAMNA, proferida por Jorge Sequeira, Engenheiro Geólogo (FCT-UNL) e Técnico Superior do Museu Geológico do Laboratório Nacional de Energia e Geologia, no dia 5 de Novembro de 2019, pelas 18h00 no Museu Nacional de Arqueologia.
 
Para ver
Exposições permanentes
Tesouros da Arqueologia Portuguesa
 
Coleção de ourivesaria arcaica constituída por cerca de 1.500 peças, fruto de aquisições e recolhas avulsas, das quais 600 se encontram expostas. Da coleção de joalharia antiga destaca-se um conjunto de ourivesaria Pré e Proto-histórica, um dos mais importantes em toda a Europa. Este conjunto contribui decisivamente para que o MNA seja o museu nacional com o maior número de bens classificados como "Bens de Interesse Nacional" (Tesouros Nacionais).

Antiguidades Egípcias
 
Coleção constituída por 586 peças das quais 309 se encontram expostas. O acervo é a mais numerosa colecção em Portugal e foi reunido por José Leite de Vasconcelos e pela família real, tendo sido também significativas as doações da família Palmela, Bustorff Silva e Barros e Sá. As peças expostas encontram-se distribuídas de acordo com um critério temático-cronológico desde a Pré-História à Época Copta, abrangendo um período de mais de 5.000 anos de História.
Exposições temporárias
Religiões da Lusitânia. 
Loquuntur Saxa

 
Retomando um tema e uma perspetiva de estudo muito cara a José Leite de Vasconcelos, apresenta-se esta exposição que convida a conhecer duas tradições religiosas, Hispania Aeterna e Roma Aeterna, que se mesclam por força da Pax Romana, e que foram estudadas de forma exaustiva pelo eminente investigador e fundador do museu, dando origem a uma importante obra cientifica e literária comemorada nesta mostra expositiva.
Cronellius Bocchus.
Um Lusitano Universal

O Museu Nacional de Arqueologia, no âmbito da sua programação "Mostra Espanha 2019", organizou com o Centro de Arqueologia de Lisboa da Câmara Municipal de Lisboa, o Museo Nacional de Arte Romano e o Consórcio Ciudad Monumental de Mérida, esta exposição, visando conhecer melhor o legado romano – nossa cultura e património comuns.

Apresentou-se uma inscrição proveniente de Lisboa, que nunca fora mostradapublicamente, e a inscrição de Bocchus de Mérida.

Lucius Cornelius Bocchus é um cidadão romano nascido na Lusitânia, pertencente a uma família muito representada na epigrafia de Salacia (Alcácer do Sal), aceitando-se que aquela ali se tenha fixado no final da República / início do Império. Foi homenageado em várias cidades. Algumas inscrições, identificadas em centros urbanos na antiga província da Lusitânia romana e mesmo em outros pontos do Império, apresentam idêntico apelido Bocchus, mas nomeiam diferentes ascendentes paternos, referindo-se, pois, a mais do que um indivíduo.Todavia, as duas inscrições apresentadas referem-se muito provavelmente ao mesmo indivíduo.

Cipo paralelepipédico em lioz, de veios rosados. Proveniente das Termas dos Cássios (Rua das Pedras Negras/Travessa do Almada, Lisboa). (Dimensões: 99x49x48,5 cm).. Século I d.C.
Propriedade: Câmara Municipal de Lisboa/Centro de Arqueologia de Lisboa.

TRANSCRIÇÃO:
L(ucio) · CORNELIO
L(ucii) · F(ilio) · GAL(eria tribu) · BOCHHO
SALACIENSI
FLAMINI · PROVIN
CIAE · LUSITANIA[E]
PRAEF(ecto) · FABRVM · V (quinquies)
TRIB(uno) · MILIT(um) · LEG(ionis) · VIII (octavae)
AVG(ustae)
D(ecreto) · D(ecurionum)
Transcrição de José d’Encarnação

TRADUÇÃO:
Lucius Cornelius Bocchus, filho de Lucius, da tribo Galeria, natural de Alcácer do Sal. Foi flâmine da província da Lusitânia,  por cinco vezes prefeito dos artífices e tribuno da VIII legião Augusta. Monumento mandado erigir por decreto dos decuriões.


Placa em mármore. Proveniente do tanque oriental da área do temenos (recinto) do Templo de Diana, Mérida. (Dimensões: 42x27x3 cm). 21-31 d. C. (Período de Tibério). Propriedade: Museo Nacional de Arte Romano, Mérida. Depósito do Consorcio de la Ciudad Monumental de Mérida. (Inventário Nº: D0211/2/9)

TRANSCRIÇÃO:
[L (ucio) CORNELIO L (ucii) F (ilio) BO] CCHO
[PR (aefecto) FABR (um) V (quinquies) L (ucii) FVLCINI TR] IONIS ∙ CO (n) (ulis)
[PRO PR (aetore) TI (berii) CAES aris)] AVGVSTI
[FLAMINI PROVINC (iae)] LVSITAN (iae)
[ ─ - 0] NVENTVS ∙
Transcrição e reconstituição do texto de José Carlos Saquete

TRADUÇÃO:
Lucius Cornelius Bocchus, filho de Lucius, cinco vezes Prefeito dos artífices, do cônsul Lucius Fulcinius Trio, legado propretor de Tibério César Augusto, flâmine da província da Lusitânia, […]

 

Peça convidada : A Pátera de Titulcia (Madrid) no MNA, no âmbito de intercâmbio com a exposição promovida pelo Museo Arqueológico Regional de la Comunidad de Madrid  (MRACM) “Un brindis por el Príncipe".
 
A exposição promovida pelo Museo Arqueológico Regional de la Comunidad de Madrid  (MRACM) “Un brindis por el Príncipe!. El vaso campaniforme en el interior de la Península Ibérica” , dedicada à divulgação dos últimos estudos em torno do Vaso Campaniforme, inaugurada em abril do corrente ano encerrou no final de setembro. A exposição contou com mais de 30.000 visitantes.

Entre os vinte bens arqueológicos solicitados para essa exposição, encontra-se um conjunto de nove peças de ourivesaria arcaica, classificadas como Bens de Interesse Nacional, habitualmente expostos na Sala dos Tesouros da Arqueologia Portuguesa do MNA.

A exposição será agora apresentada no Museo de León - Junta de Castilla y León, estando prevista a inauguração para 15 de novembro.




Fotografia de: Rubén Ojeda

Durante o período de exposição em Madrid, o MRACM cedeu temporariamente ao MNA a Pátera de Titulcia que será a "Peça Convidada" na exposição permanente "Tesouros da Arqueologia Portuguesa", a qual é apresentada no âmbito da programação da "Mostra Espanha 2019". Aqui.

Trata-se de uma Pátera figurativa em prata, datada dos séculos IV-III a.C., encontrada em 2009 em El Cerrón, Titulcia, representando um rosto  de animal fantástico (um rosto de felino  ou canídeo ornamentado com serpentes). Trata-se de um objeto artístico oriundo da Cultura Carpetana, onde se manifesta uma influência claramente helenística que encontra paralelos na célere pátera de Perotito, pertencente ao acervo do Museo Arqueológico Nacional, Madrid (Nº Inv. 1917-39-1).


Aqui
 
Taça de Tróia em exposição no MNA
 
Tem estado temporariamente exposta ao público no MNA, após o que regressará, em data ainda a definir, ao Museu-Biblioteca da Fundação da Casa de Bragança, a denominada Taça de Tróia, descoberta em 1814, naquele importante sítio com ocupação romana.

A peça foi apresentada ao público no dia 13 de dezembro de 2018,  no Museu Nacional de Arqueologia, na sequência da visita do Presidente da República e da Ministra da Cultura por ocasião da celebração do 125º aniversário do Museu.  Na ocasião  foram apresentados os estudos da investigação arquivística e  química efectuados, na sequência da  reidentificação da taça nas coleções da Fundação da Casa de Bragança. Foi a investigação científica realizada por Maria Teresa Caetano Aqui.  que possibilitou a reconstituição da história deste objeto, após a sua descoberta em Tróia e a sua integração na coleção de D. Fernando II.

Relembramos que a história desta taça e o seu feliz reencontro foi alvo de um artigo na National Geographic.​



Desenhos  (adap.) a partir dos publicados pelo Padre Gama Xaro in “Annaes da Sociedade Archeologica  Lusitana”, Imprensa Nacional,  n º 1 ,1850, Lisboa.​ Aqui
 
Exposições Virtuais
 Exposições Virtuais do MNA disponíveis no Google Arts & Culture
 
O MNA é um dos 22 museus, palácios e monumentos da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) que integra o projeto "Portugal: Arte e Património", apresentado no passado dia 15 de janeiro no Museu Nacional dos Coches. Aqui 

Resultado de uma parceria entre o Google Arts & Culture e a DGPC, no âmbito do projeto Simplex+, o MNA disponibiliza, digitalmente naquela plataforma, bens culturais pertencentes ao seu acervo e exposições virtuais.

Pode agora ficar a conhecer um pouco melhor as coleções do MNA e visitar virtualmente algumas das exposições que propomos aqui.

No final do mês de Março, foi disponibilizada mais uma exposição dedicada ao «Naufrágio do San Pedro de Alcantara1786»

O MNA encontra-se a preparar outras exposições virtuais com base nas suas coleções, pelo que desde já lança o repto a todos os investigadores que têm vindo a estudá-las, para apresentarem propostas que contribuam para o seu conhecimento e divulgação.

Entre as exposições virtuais em preparação, conta-se a «Lisbon Mummy Project» e «A Criança do Lapedo». 




Fotografia:  Scanning Pabasa. IMI-art / Affidea, Portugal 
Múmia de Pabasa - homem 40 a 50 anos (1,62 m ± 40 cm)
Período Tardio 663 - 323 AC.
Nº Inv. MNA E 136
Biblioteca



A biblioteca do Museu Nacional de Arqueologia é uma das mais importantes e mais antigas bibliotecas portuguesas (instituída pelo decreto de 24 de dezembro de 1901) especializadas em Arqueologia, possuindo igualmente um acervo significativo na área da Etnografia e da Museologia.

Conta com cerca de 23.000 monografias e 1800 títulos de publicações periódicas e uma mapoteca constituída por 1500 cartas geológicas, topográficas e diversas. 

Possui ainda coleções especiais com cerca de 2000 manuscritos, 5 incunábulos, e mais de 2000 livros antigos, 917 folhetos de literatura de cordel, cerca de 3900 registos de santos e ainda gravuras diversas. A maior parte destas coleções especiais encontra-se já catalogada e disponível na base de dados on-line.

 

Arquivo Histórico Digital

A digitalização do Arquivo Histórico do Museu Nacional de Arqueologia é uma prioridade desta Instituição. Pese ser ainda reduzida a documentação histórica digitalizada, está parcialmente disponibilizado ao público o epistolário de José Leite de Vasconcelos, o que tem maior procura por parte dos investigadores e público em geral, no Site do Museu, que pode ser consultado. Aqui .

O MNA encontra-se a trabalhar, em diálogo com a comunidade científica, no sentido de serem  disponibilizados novos núcleos documentais.

O Arquivo Histórico do Museu Nacional de Arqueologia contempla vários fundos documentais, como os arquivos pessoais dos primeiros diretores que incluem a sua correspondência e manuscritos pessoais relacionados com a sua atividade profissional. O de José Leite de Vasconcelos, de Manuel Heleno, de Sebastião Estácio da Veiga, e de antigos funcionários, para além do arquivo do Instituto Português de Arqueologia História e Etnografia, bem como algumas doações.

 

Serviço Educativo e de Extensão Cultural
O Serviço Educativo e de Extensão Cultural o Museu acolhe e promove um conjunto de atividades educativas, a exemplo de visitas orientadas e temáticas, no âmbito das exposições permanentes e temporárias. Promove outras ações de índole formativa como ateliês pedagógico-didáticos para públicos escolares e não escolares, e participa em múltiplos eventos de divulgação das atividades do Museu.


 
Pode contactar o serviço através do endereço de e-mail malbuquerque@mnarqueologia.dgpc.pt.


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O Site do MNA e as Redes Sociais
O Museu Nacional de Arqueologia encontra-se representado  em outras redes sociais. Pode visitar-nos aqui:

Página do Site do MNA
Aqui




Página do MNA no Facebook
Aqui 

Extramuros
Ciclo de Conferências
Lisboa não é só Subterrânea - 25 anos depois de uma exposição

 
 
Terá lugar no próximo dia 16 de novembro  a  VI Sessão do Ciclo de Conferências "Lisboa não é só Subterrânea - 25 anos depois de uma exposição".
Esta sessão está  marcada para as 15h no Museu Arqueológico do Carmo.





 

 
 III Jornadas da Rede de Museus do Algarve
 
Decorrem no Museu Municipal de Albufeira, no próximo dia 18 de novembro, as III Jornadas da Rede de Museus do Algarve, dedicadas  ao tema: Entre Passado e Futuro onde ficam os Museus?". Nestas jornadas participam o Diretor do MNA, António Carvalho e o Presidente do ICOM Europa e antigo Diretor do MNA (1996-2012), Luís Raposo.






 

 
Até 29 de junho de 2020
 
Exposição temporária "Ad Aeternitatem - os espólios funerários de Ammaia a partir da coleção Maçãs do Museu Nacional de Arqueologia" no Museu Cidade de Ammaia
 
Foi prolongada a exposição temporária "Ad aeternitatem - os espólios funerários de Ammaia a partir da coleção Maçãs do Museu Nacional de Arqueologia", no Museu Cidade de Ammaia em São Salvador da Aramenha (Marvão), estando patente ao público até meados de 2020.
 
Relembramos que esta exposição conta com um número significativo de peças das coleções do MNA, resultado das recolhas de António Maçãs e outras personalidades locais que se relacionaram com José Leite de Vasconcelos, bem como da doação de Delmira Maçãs ao MNA.

 


Fragmento de pulseira ou colar
Séculos I d.C. - II d.C. - Época Romana
MNA Nº Inv. 1213
Ammaia, São Salvador da Aramenha
 
Casa Memória José Leite de Vasconcelos
Antigos Paços do Concelho da Ucanha
 
O Museu Nacional de Arqueologia, em parceria com a Câmara Municipal de Tarouca e a Junta de Freguesia de Gouviães e Ucanha, irá organizar uma exposição sobre José Leite de Vasconcelos para estar patente no antigo edifício dos Paços do Concelho de Ucanha (até 1836). Recentemente foi objeto de um projeto de reabilitação levado a cabo pela Câmara Municipal de Tarouca.

Este edifício albergará a Casa-Memória de José Leite de Vasconcelos uma exposição organizada pelo Museu Nacional de Arqueologia, com design e museografia a cargo da Câmara Municipal de Tarouca.

O imóvel servirá igualmente de pólo de ligação e dinamização dos vários sítios da Ucanha com interesse patrimonial, nomeadamente a ponte fortificada da Ucanha, a Capela da Sr.ª da Ajuda, a Igreja de S. João Baptista e naturalmente a casa onde nasceu José Leite de Vasconcelos. Servirá ainda para fazer a articulação com os núcleos museológicos dos Mosteiros de S. João de Tarouca e Salzedas, no âmbito do projeto do Vale do Varosa.

A inauguração deste espaço cultural e deste circuito está programada para 2020.

 
Aconteceu no MNA
Ciclo de Conferências
Lisboa não é só Subterrânea - 25 anos depois de uma exposição

V Sessão - 26 de outubro

 
Ocorreu no MNA no dia 26 de outubro a V Sessão do Ciclo de Conferências "Lisboa não é só Subterrânea - 25 anos depois de uma exposição".

Em 1994 no âmbito da Capital Europeia da Cultura, teve lugar no Museu Nacional de Arqueologia a exposição "Lisboa Subterrânea", comissariada cientificamente pela Professora Ana Margarida Arruda. Aquela mostra tornou-se num marco incontornável no desenvolvimento da Arqueologia da cidade e da sua aproximação ao público.

Vinte e cinco anos depois, o Museu Nacional de Arqueologia, a Associação dos Arqueólogos Portugueses, através da sua Comissão de Estudos Olissiponenses e o Centro de Arqueologia de Lisboa da Câmara Municipal de Lisboa juntam-se para assinalar aquele evento procurando fazer um balanço do progresso e evolução do estado da Arqueologia na capital.
O ciclo de conferências "Lisboa não é só Subterrânea - 25 anos depois de uma exposição" pretende refletir acerca das descobertas e conhecimentos gerados em duas décadas e meia, reunindo universidades, museus, municípios e empresas de arqueologia.

 
Jornadas Europeias do Património
27, 28 e 29 de Setembro

 
Tiveram lugar nos dias 27, 28 e 29 de Setembro as Jornadas Europeias do Património 2019, este ano subordinadas ao tema Artes Património Lazer. A DGPC foi responsável pela programação e divulgação das JEP.

Pretendia-se com este tema destacar as muitas facetas do património ligadas às artes, como fonte de entretenimento, e ao lazer, que nos permitem a todos viver outras dimensões da vida quotidiana, apropriando-nos de uma parte da cultura, tornando-nos autores, especialistas, guardiões e protagonistas.
A DGPC, convidou as entidades públicas e privadas a associarem-se a estas Jornadas.
O Museu Nacional de Arqueologia aderiu, como habitualmente, às Jornadas Europeias do Património e as iniciativas poderão ser consultadas Aqui


Coro de Adultos AAEMCN


Visitas guiadas/Ateliês lúdicos

Dia Nacional dos Bens Culturais da Igreja:
Registos de Santos no MNA

O Museu Nacional de Arqueologia associou-se às comemorações do Dia Nacional dos Bens Culturais da Igreja, iniciativa que decorreu entre os dias 17 e 20 de outubro, apresentando cinco Registos de Santos.

Selecionados de entre os cerca de 4000 que compõem este acervo, e que vão do século XVII aos primeiros anos do séc. XX, foram todos adquiridos por José Leite de Vasconcelos, fundador e primeiro Diretor deste museu.




A seleção feita responde ao repto lançado pelo Papa Francisco com um singelo mas expressivo registo de S. Francisco de Assis, indissociavelmente ligado à figura de Santa Clara, a que se junta também S. Ciro, médico que dedicou a sua vida aos cuidados com os mais pobres, os enfermos e os desfavorecidos.

Dois excelentes exemplares, um de Santa Maria Madalena em sofrimento perante a paixão de Cristo, e outro de Santo António de Lisboa, o santo mais popular desta cidade, completam esta pequena amostra.

Água, Divindade - Conferência  proferida pelo Professor Doutor
José d' Encarnação
12 de Outubro


No passado dia 12 de Outubro, realizou-se uma conferência proferida pelo Professor Doutor José d' Encarnação, sob o título genérico «Água, Divindade», na sequência do artigo publicado por Hugo Marques, na Revista National Geographic Portugal .


A ara votiva consagrada à divindade das fontes Fontanus, proveniente de Ervedal e que pertence ao acervo do Museu Nacional de Arqueologia, foi um elemento central desse artigo dedicado à Água.



Ara a Fontanus
Museu Nacional de Arqueologia N.º de Inventário:E 6356
Séculos I d.C. - II d.C. Tapada de Alameda, Ervedal.
Visita de Estudantes de Cabo Verde ao MNA
15 de Outubro


Decorreu, no passado dia 15 de Outubro, uma sessão de trabalho com profissionais de museu de Cabo Verde no MNA.

Os colegas foram recebidos pelo Diretor do Museu Nacional de Arqueologia e puderam visitar as exposições bem como o Laboratório de Conservação e Restauro.

 
Aconteceu fora de portas
Fórum das Antigas Civilizações
 

O Diretor do Museu Nacional de Arqueologia, a convite do Diretor do Museu do Palácio da Cidade Proibida, Wang Xudong, deslocou-se entre 27 e 30 de outubro à China para participar no Taihe Forum - Fórum das Antigas Civilizações, em representação do MNA e da DGPC. 



O Fórum das Antigas Civilizações foi criado em 2016 por iniciativa dos Ministérios chineses dos Negócios Estrangeiros e da Cultura e Turismo, da Agência de Notícias Nova China, da Administração do Património Cultural Nacional, do Museu do Palácio Imperial e da Fundação para a Conservação do Património da Cidade Proibida e visa contribuir para a proteção e divulgação do Património e da História das Antigas Civilizações.

Em 2019, o tema do Fórum é a “Proteção do Património Cultural Comum  e a Promoção do Desenvolvimento Sustentável e dos Recursos Patrimoniais e Culturais das Antigas Civilizações”. Nesta iniciativa estiveram presentes 21 países representados por mais de 70 palestrantes. Participam ainda peritos ligados a organizações internacionais, destacando-se a UNESCO, o ICOMOS, o ICROM e o ICOM.

Ao convite agora dirigido a Portugal não são alheios, naturalmente, os laços históricos e o facto de a cultura ter sido assumida, pelos governos dos dois países, como uma das áreas estratégicas de cooperação entre Portugal e a China.

Recorde-se que durante a visita do Presidente da República Popular da China a Portugal, em 2018, o antigo Diretor do Museu do Palácio Imperial, Shan Jixiang, e a sua equipa, visitaram o Museu Nacional de Arqueologia.



Na apresentação realizada no Museu foi explicado à comitiva como, em conjunto com outras instituições europeias, nomeadamente de Espanha, recuperamos, estudamos, protegemos e divulgamos em Portugal a memória e a herança da Lusitânia Romana, limite ocidental de um dos primeiros e maiores Impérios da História: o Império Romano.


Importa referir que a presença do Património e da História da chinesa na História do Museu Nacional de Arqueologia não é de agora. Regista-se, por exemplo, em 2004, a exposição “Tesouros da China. As 100 maiores descobertas arqueológicas do Século XX”, resultado da boa colaboração com o Instituto de Arqueologia da Academia Social da Ciência da República Popular da China com o patrocínio do Ministério da Cultura e da Embaixada deste país em Portugal. Parcerias culturais de que as instituições de ambos os países guardam boa memória e que por isso serão lembradas nos encontros bilaterais a realizar. Durante a estadia foram realizadas importantes reuniões bilateriais com representantes de instituições chinesas na área do Património Cultural.
 

Bienal Ibérica de Património Cultural
 

Promotor: Câmara Municipal de Loulé;
Projecto: Spira – agência de revitalização patrimonial;
Co-promotor: Junta de Castela e Leão;

A DGPC, esteve, uma vez mais, representada na AR&PA – Bienal Ibérica do Património Cultural, que decorreu este ano de 11 a 13 de Outubro, em Loulé, numa parceria com a Câmara Municipal de Loulé, em que o país convidado foi Marrocos. O tema desta edição de 2019 foi a “Sustentabilidade no património cultural”.

A Bienal AR&PA, tem por objetivo a promoção e a valorização do sector do Património Cultural. 
 
Entre as diversas entidades públicas e privadas que apoiaram este evento, estiveram presentes a Junta de Castela e Leão, a Comissão Nacional da UNESCO, a AICEP, a Direção Geral do Património Cultural, o Turismo de Portugal e a Fundação Millennium BCP. A iniciativa teve o Alto Patrocínio do Presidente da República, entre outras.


 



Nesta edição de 2019, o stand da DGPC foi dedicado à exposição internacional “Identidade e Cultura, Património Arqueológico de Sharjah (EAU)”, que inaugurará muito em breve, no Museu Nacional de Arqueologia. Na mesma ocasião, o Director do Museu Nacional de Arqueologia fez uma antevisão da nova exposição, no programa Innovation Point .
 



A exposição, com projeto de Mário Varela Gomes, Rita Varela Gomes e André Pires, mostra os trabalhos de investigação em curso em Sharjah e um conjunto de sítios arqueológicos, com ocupação humana desde a Pré-História à Época Moderna. A missão arqueológica portuguesa em Sharjah, no âmbito da NOVA-FCSH, é coordenada por Rui Carita, Mário Varela Gomes e Rosa Varela Gomes que investiga, desde 2017, a antiga fortaleza portuguesa em Quelba/Khor Kalba.
 
Esta iniciativa contribui para consolidar as relações privilegiadas daquele Emirado da Península da Arábia com Portugal, e concorre para a afirmação da dimensão internacional do Museu Nacional de Arqueologia, como lugar de excelência para o intercâmbio cultural e científico entre os povos.

Durante a Bienal, assistiu-se ainda, no espaço Innovation Point, à apresentação da visita virtual à exposição “Loulé. Territórios, Memórias e Identidades”. Aqui

 
A Noite Europeia dos Investigadores (NEI)
 
O MNA esteve representado, através do seu Laboratório de Conservação e Restauro de Materiais Arqueológicos, na Noite Europeia dos Investigadores, subordinada ao tema “Ciência na Cidade”, com o sub-tema “Preservação do Património Cultural”.

A iniciativa decorreu, tal como em anos transactos, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC), na noite de 27 de setembro de 2019. Este ano o MNA teve como convidado e parceiro o Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática do Departamento de Bens Culturais da Direcção Geral do Património Cultural.

A atividade sob o tema “Museu Nacional de Arqueologia e Centro de Arqueologia Subaquática – Troca de saberes e experiências para a preservação do património” consistiu na recriação de um laboratório de conservação e restauro com alguns das etapas mais representativas da sua atividade.

Os visitantes participaram em algumas ações de conservação de materiais arqueológicos (réplicas) e de sensibilização para as alterações ocorridas nos bens provenientes de escavações arqueológicas em meio aquático e em meio terrestre.




 
Publicações em destaque

Publicações no âmbito do projeto EU-LAC Museums
9 - Urna
 
No âmbito do projeto EU-LAC Museums, que visa fomentar as relações entre a Europa e a América Latina e Caribe, através do estudo de ligações estreitas entre estes na área da museologia comunitária, o Consórcio do projeto editou duas publicações e 10 flyers. Os últimos dão a conhecer peças do acervo do MNA, tanto da coleção arqueológica (biface, placa gravada em xisto, urna, estátua de Guerreiro Calaico, estatueta de Fortuna), como da etnográfica (lancheira em cortiça, estatueta de rapariga vulgo "Primavera", "Zé Povinho", "Galo de Barcelos", guitarra portuguesa).

As publicações dão a conhecer a realidade portuguesa referente a museus comunitários, bem como o projeto, os membros do consórcio e as comunidades em estudo. As duas publicações, MUSEUS COMUNITÁRIOS. A realidade PortuguesaEU-LAC MUSEUMS Mission, Members and Communities, encontram-se disponíveis on-line.

No mês de novembro que, na atualidade, dedicamos à lembrança dos nossos mortos, escolhemos esta urna para os relembrar.

Na Antiguidade, a cerâmica, ritual ou até de uso quotidiano, era muitas vezes usada como suporte para registar motivos da vida, animal ou humana, e para contar histórias, sobretudo mitológicas, através de pintura e desenho. Por vezes os vasos eram, eles próprios, moldados de modo a configurar motivos figurativos. É este o caso desta Urna, com tampa e pega de forma de feminina, dando ao conjunto uma forma antropomórfica.


Urna de orelhetas
MNA Nº Inv. 2001.62.1
IV a.C. - III a.C. - 2ª Idade do Ferro
Cerro do Castelo de Garvão

Urna com tampa de orelhas perfuradas, de corpo ovóide, com decoração estampilhada, pintada e coroplástica. Os motivos estampilhados alternam com bandas e retículas pintadas de cor vermelha escura.
A tampa, de forma cónica, termina numa pega que representa uma cabeça antropomórfica, onde se reconhece um toucado em forma de leque, nariz proeminente e largo, olhos circulares e boca com lábios salientes. Encontrada num contexto votivo ou de culto pode representar a divindade feminina Tanit/Astarte oriunda do Mediterrâneo oriental.

 
Notícias em destaque
PETROTECA: Coleção de Materiais Pétreos do MNA:  uma intervenção lapidar

Concluiu-se durante a primeira semana de Setembro a iniciativa de desmatação, limpeza e reordenamento do coberto vegetal na área exterior da fachada norte do Museu Nacional de Arqueologia ocupada por materiais arqueológicos pétreos de médias e grandes dimensões. Iniciativa articulada com uma acção complexa, morosa e pesada e muito atenta de identificação, seriação, separação tipológica e conveniente arrumação, de todos os elementos pétreos dispersos que aí se reuniram ao longo de décadas.

O acervo, uma vez organizado tipologicamente, foi instalado em paletes próprias que permitem agora uma mais rápida e adequada movimentação mecânica. Esses suportes foram instaladas sobre um geotêxtil destinado a inibir o crescimento de vegetação em três extensões do terreno.

Trata-se de uma solução naturalmente não definitiva, até que se concretize a conveniente e necessária instalação da Reserva Lapidar, no quadro do ambicionado projeto de requalificação do MNA.

Esta iniciativa, que era uma preocupação constante das sucessivas Direcções e equipas do MNA também há décadas, foi realizada pelo Serviço de Manutenção, em articulação com o Sector de Inventário e de Colecções a que se juntará agora a equipa do Laboratório de Conservação e Restauro para planear e executar as intervenções necessárias.

 
A recolha de informação com vista a documentar cada um dos bens culturais e a actualização do inventário do Museu foi já iniciada pelo Serviço de Inventário e de Colecções, pretendendo-se estabilizar o conhecimento sobre cada um dos objectos e garantir o acesso, no futuro, por parte de investigadores.


Publicação em destaque
 
Museus Centenários de Portugal: edições CTT
Cristina Cordeiro
 
Com textos de  Cristina Cordeiro e fotos de Manuel Aguiar, o 1º volume desta  obra, lançada no dia 4 de Outubro na Fundação Portuguesa das Comunicações, guia-nos pelos mais carismáticos Museus Centenários de Portugal, espaços emblemáticos, cheios de história, arte, riqueza e acervo que podemos sempre depois visitar pessoalmente.
Esta incursão pelo mundo dos museus só terminará no próximo ano, altura que será lançado o segundo volume desta obra.


40 Euros
Edição bilingue e contém 13 selos da emissão homónima com o valor de €4.55

 
Impressões do Oriente de Eça de Queiroz a Leite de Vasconcelos
 
Por ocasião em 2008, da comemoração do 150.º aniversário do nascimento de José Leite de Vasconcelos, foi realizada a exposição "Impressões do Oriente" da qual resultou este catálogo sobre a viagem de Eça aquando da inauguração do Canal de Suez em 1869 e a viagem de Leite de Vasconcelos, aquando do congresso de Arqueologia em Cairo, em 1909. Nesta exposição documentada essencialmente por fotografias, foi possível ver um conjunto de peças arqueológicas próximo-orientais pertencentes às colecções do MNA recolhidas por Leite de Vasconcelos, assim como algum equipamento de fotografia por ele utilizado e diversa documentação.

17 Euros
Loja do MNA
 
O Museu Nacional de Arqueologia e o Território 
O Museu Nacional de Arqueologia, caracterizado por um acervo onde estão representados cerca de 3.200 sítios arqueológicos de todo o país, vem já, desde longa data, praticando uma política de parcerias com outros museus portugueses.

Gradualmente foi elaborando um levantamento não só dos Museus de Arqueologia ou com coleções de Arqueologia, bem como de Centros Interpretativos de Sítios arqueológicos, que atualmente têm em exposição peças do seu acervo.

Depois de um processo de recolha sistemática de bens arqueológicos e etnográficos reunidos pelo seu fundador, no processo de constituição do Museu, em Democracia o MNA tem sabido realizar uma política de descentralização credível das suas colecções, respondendo às solitações de instituições museológicas que promovem exposições temporárias e às exigências de um conhecimento mais partilhado.
 
Nesta rubrica que agora abrimos daremos, gradualmente, conta do trabalho efetuado em parceria com os museus nacionais.

O MNA tem hoje 44 conjuntos de Bens Culturais cedidos a outras entidades:

Tutela Nacional    5
Tutela Regional    7
Tutela Municipal  22
Outras Tutelas     9​
Museus Estrangeiros  1 (Museo de Léon).

 

Museus de Arqueologia ou com Coleções de Arqueologia e Centros de Acolhimento de Sítios Arqueológicos (Mapa de 2018).
Peças em destaque
A medalha de participação de José Leite de Vasconcelos no X Congresso de Arqueologia Clássica, que teve lugar no Cairo em 1909, é a peça escolhida para este Boletim que, cento e dez anos passados, passa a partir de agora a integrar a vitrina dedicada ao fundador e primeiro diretor do atual Museu Nacional de Arqueologia, ao tempo designado por Museu Etnográfico Português.
Naquele Congresso apresentou a comunicação “Présentation d’une palette égyptienne ovoide”, resultado do estudo de uma das duas paletas egípcias que lhe foram oferecidas, em 1899, pelo Professor Löschcke do Museu de Arte de Bona (JLV, OAP,11 (1906), nota p. 342)
No decurso da sua deslocação ao Egipto, José Leite de Vasconcelos adquiriu ainda um conjunto de bens que darão origem à Coleção Egípcia do Museu, alguns dos quais foram já apresentados numa exposição realizada no MNA intitulada «Impressões do Oriente»(publicação em destaque), como as etiquetas de múmia selecionadas para exemplificar os diferentes tipos de escrita egípcia, para além dos atualmente expostos na Sala de “Antiguidades Egípcias”.










1 - Etiqueta de múmia feita de madeira com uma inscrição demótica.
N. Inv. E 236
Aqui
2 - Etiqueta de múmia feita de madeira, com inscrição copta. 
N. Inv. E 275
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3 - Paleta.
Placa de anfibolito, com veios, de configuração pontiaguda e com a parte superior rematada por duas cabeças opostas (de patos?), com olhos embutidos de ambos os lados da peça. 
N. Inv. E 18
Aqui
4 - Fragmento Arquitectónico de Amen-Nakht. Apresenta inscrição hieroglífica na vertical, delimitada por traços, e duas figuras em baixo, viradas à esquerda, uma das quais sentada, tendo ambas pequenas legendas identificadoras. 
N. Inv. E 31
Aqui
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Direção: António Carvalho
Edição: Ana Teresa Rodrigues; Carlos Diniz; Filomena Barata; Mário Antas Textos: Equipa técnica do MNA
Imagens: Equipa técnica do MNA; Arquivo de Documentação Fotográfica / Direção-Geral do Património Cultural (ADF/DGPC), Google Arts & Culture, Isabel Zarazúa
Copyright © 2019 Museu Nacional de Arqueologia, Todos os direitos reservados.

 
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