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EDIÇÃO | 11 de Setembro de 2019

Fundação Atlântico comemora 15 anos com governança e números sólidos

A Fundação Atlântico comemorou o aniversário de 15 anos com um evento realizado com seus colaboradores nesta terça, 10 de setembro, no Rio de Janeiro. Criada em 2004 a partir da cisão com a Sistel, a entidade administra atualmente cinco planos de benefícios, que contam com 15 mil assistidos e 10,7 mil participantes ativos. É uma fundação madura, com patrimônio de R$ 11,6 bilhões e que paga em média R$ 46 milhões em benefícios mensalmente.
 
“Todos os nossos planos estão equilibrados. São 4 planos que estão fechados para novas adesões e apenas um deles, de contribuição definida, continua aberto”, diz Fernando Pimentel, Diretor Presidente da Fundação Atlântico. O plano que continua recebendo novas adesões é o Telemarprev. Apesar do principal patrocinador, o grupo Oi/Telemar, se encontrar em recuperação judicial, a fundação continua em equilíbrio e cumpre sua missão de pagar os benefícios aos assistidos. 
 
Em entrevista ao Acontece, o Superintendente Geral da Abrapp, Devanir Silva, felicitou os colaboradores da entidade. “Desejamos parabenizar a Fundação Atlântico na passagem de seu 15º aniversário e o fazemos, por dever de justiça, reconhecendo a importância que ao longo dessa trajetória adquiriu para a história de nosso sistema. É certamente um daqueles momentos que devem ser vividos com orgulho, tanto pelos prezados dirigentes como pelos muito amigos e admiradores de sua Entidade”, disse o Superintendente, que esteve presente ao evento.
 
Devanir destacou o elevado padrão de governança alcançado e fiel cumprimento dos compromissos previdenciários assumidos, entre outras tantas razões que colocam a Entidade na condição de referência em valores e boas práticas. A Fundação Atlântico pertence atualmente ao grupo das 17 Entidades Sistemicamente Importantes (ESIs) definidas pela Previc, ao lado das grandes fundações do sistema.
 
Inovação na governança - A fundação tem promovido o aperfeiçoamento da governança na gestão ao longo de sua trajetória. “Sempre procuramos fortalecer a governança de nossa gestão. Recentemente adotamos um modelo pioneiro com o back office segregado de todas as outras áreas”, comenta Pimentel. A entidade promoveu a centralização do back office (gestão interna) de toda as outras áreas com o objetivo de aperfeiçoar os controles da gestão. A mudança começou em dezembro de 2017, com a tesouraria e a partir do início de março de 2018, começou a funcionar plenamente para as demais áreas. “A mudança visa alcançar melhores práticas de governança e transparência”, comentou o Diretor Presidente. 

Esse modelo organizacional tem ainda a vantagem de facilitar a prestação de contas aos Conselhos Deliberativo e Fiscal e também para o órgão de fiscalização do sistema, a Previc. A centralização das operações em um único lugar propicia maior facilidade para elaboração de relatórios, balanços e balancetes. Além disso, promove maior capacidade de controle das atividades das áreas, com a consequente minimização de riscos. 

Desafios - Além de celebrar as conquistas do passado, o Diretor Presidente da Fundação Atlântico destaca a importância de enfrentar e superar os atuais desafios. “Em época de juros mais baixos, o principal desafio que se impõe é a superação das metas atuariais”, diz Pimentel. Para isso, os gestores da entidade estão buscando novas alternativas de investimentos que, ao mesmo tempo, possam manter um nível adequado de retorno, porém, com o menor risco possível. O dirigente destaca ainda o bom relacionamento com o patrocinador e o adequado funcionamento dos órgãos de governança da entidade, em especial, dos Conselhos Deliberativo e Fiscal. Esses órgãos contam com representantes dos participantes, sendo dois membros eleitos no Deliberativo, e um conselheiro eleito, no Fiscal. 

Evento Mercer discute transformação do sistema previdenciário em tempos de disrupção

O tradicional Evento Mercer de Previdência Complementar reuniu nesta terça, 10 de setembro, em Brasília (DF), um público de 270 pessoas, com a presença de importantes lideranças do setor para discutir novos cenários e desafios enfrentados pelas Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC). “Participamos de um painel sobre o fomento e apresentamos as iniciativas da Abrapp para impulsionar o crescimento do sistema, especialmente, nos segmentos dos fundos dos servidores públicos e nos novos planos setoriais e família”, disse Luís Ricardo Marcondes Martins, Diretor Presidente da Abrapp.

O dirigente abordou a Reforma da Previdência e a defesa do modelo de capitalização, e mostrou-se otimista quanto à retomada do crescimento do sistema, com a janela de oportunidades de entrada de 2,1 mil municípios que deverão implantar a Previdência Complementar nos próximos dois anos. Luís Ricardo defendeu a criação de políticas públicas e regras de incentivo tributário para o estímulo à poupança de longo prazo. O Diretor Presidente apresentou ainda a proposta de uma Lei Geral de proteção à poupança previdenciária do trabalhador, que a Abrapp está elaborando com a coordenação do professor do Ibre-FGV, José Roberto Afonso.

No mesmo painel sobre fomento, o Diretor Presidente da Funcesp, Walter Mendes, abordou os desafios da distribuição do novo plano família da entidade, o Familinvest (ver nota abaixo). O dirigente defendeu uma mudança na cultura da entidade, que precisa adotar uma postura de “venda” de planos e, para isso, é necessário também a adoção de ferramentas de inovação tecnológica. 

Transformação - A abertura do encontro foi realizada pelo CEO da Mercer no Brasil, Eduardo Marchiori, que introduziu o tema central da Reforma da Previdência e os impactos para o sistema de previdência brasileiro, colocando a necessidade de transformação para as entidades fechadas. O primeiro palestrante foi o novo Diretor Superintendente da Previc, Lúcio Capelletto que abordou algumas das preocupações centrais do órgão supervisor, que são a queda acentuada das taxas de juros e o aumento da longevidade dos participantes. A questão da queda acelerada dos patamares de juros faz com que as EFPCs tenham de diversificar as aplicações além dos tradicionais títulos públicos, porém, com a adoção de mecanismos de governança e controle adequados, disse Capelletto em sua primeira palestra pública após assumir a nova posição na autarquia.

Ana Carla Abraão, Market Líder da Oliver Wyman, destacou que não apenas o mercado e a sociedade precisam se modernizar, mas que o estado também precisa imprimir medidas que incentivem maior produtividade e eficiência. A executiva defendeu uma reforma e maior profissionalização dos recursos humanos do aparato estatal, além da adoção de mecanismos de simplificação dos processos e da burocracia do serviço público. 

A Líder Global de Wealth da Mercer, Fiona Dunsire, destacou a importância da educação previdenciária para garantir a segurança financeira durante a aposentadoria, que dependerá cada vez mais dos trabalhadores. ”O que deve importar não é o que se ganha, mas sim o quanto se poupa para a aposentadoria”, destacou.

Proteção de Dados - O Consultor de Previdência, Sílvio Rangel, apresentou a questão dos impactos e oportunidades da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para as entidades fechadas. No mesmo painel, a Líder de Riscos Cibernéticos da Marsh, Martha Helena Schu, discutiu os riscos e os prejuízos da proteção de dados para as organizações e as opções de cobertura de seguros oferecida pelo mercado. 

Encerramento - O Subsecretário do Regime de Previdência Complementar, Paulo Valle, retomou os aspectos principais da Reforma da Previdência e destacou o desafio do processo de implantação da Previdência Complementar para os entes públicos. O tema conta atualmente com um Grupo de Trabalho dos Entes Federativos, constituído pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), para elaborar propostas para avançar nesta questão. 

Paulo Valle ressaltou a importância do trabalho do CNPC e as diretrizes de funcionamento do órgão, com ênfase nas linhas de ampliação da cobertura previdenciária, o desenvolvimento dos mercados, citando a questão do CNPJ, a educação previdenciária e o fortalecimento da supervisão. Defendeu ainda o alinhamento de regras entre as entidades abertas e fechadas, com a harmonização de normas e o consequente estímulo à concorrência entre os dois setores.

Plano Familinvest registra ingresso de recursos via portabilidade

Com quatro meses de lançamento recém-completados, o plano de previdência familiar da Funcesp já contabiliza um patrimônio de R$ 600 mil. O produto, que permite a inclusão de parente até o 4º grau, registrou ingresso de R$ 357 mil via portabilidade de recursos e R$ 183 mil advindos de aportes esporádicos. Até o momento, o plano conta com cerca de 270 adesões. O Familinvest foi criado com a utilização da estrutura do Fundo Setorial Abrapp em dezembro de 2018 e abriu efetivamente para adesões em maio deste ano. O desenho do plano foi elaborado e aprovado de acordo ao modelo Prevsonho - modelo CD4 da Previc.
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